sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

9 verdades sobre mim


Seguindo a sugestão do Pedro Ribeiro, decidi alinhar nesta brincadeira.
Então isto é assim... eu vou escrever 9 verdades sobre mim, no entanto apenas 6 delas são realmente verdade, as outras 3 são inventadas. Agora quem lê é que deve tentar adivinhar quais são verdade e quais são mentira.
Podem deixar as vossas apostas, ou então, o que seria mais engraçado é que vocês alinhassem no jogo e também fizessem uma lista com as vossas verdades (6 verdadeiras e 3 falsas). Quando tiverem a lista pronta, avisem-me para eu poder ir espreitar e me divertir ao saber o que vocês já fizeram (ou não).

Ao tentar fazer a lista, descobri que até já passei por situações bem engraçadas. Como estou limitado em número, tentei escolher algumas porreiras para pôr aqui. Agora tentem adivinhar quais são realmente verdadeiras!

1 - Eu e uns amigos meus fomos apanhados pela GNR, no meio de uma avenida, a passear com carrinhos de compras que tínhamos ido buscar, por brincadeira, ao Lidl local.

2 - Uma vez, estava a surfar e uma onda embrulhou-me de tal forma que fiquei insconsciente e tiveram de me ir lá buscar, estando "morto" cerca de 5 minutos, até ser reanimado.

3 - Já estive a brincar com uma bola, em gravidade zero, e tenho vídeos disso

4 - Já conduzi um avião e já estive na parte de fora de outro, com ele em andamento, a não sei quantos mil pés de altura

5 - Estive no World Trade Center um dia antes de ele cair

6 - Saí à noite com a Adriana Lima (a modelo brasileira), quando ela esteve de férias no mesmo hotel que eu

7 - Uma vez, deitei-me para dormir na minha cama, no meu quarto, em Itália, e quando acordei estava na Grécia

8 - Já tive de fugir, a correr, no metro de São Paulo, às 6 da manhã, para não levar nos dentes

9 - Participei num filme em que uns extraterrestres invadem a Terra


Fico à espera das vossas...
Mais tarde escrevo aqui quais são as verdades e quais são as mentiras



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Lonely Carousel


Como era tão bom uma coisa assim...



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

The Oscars 2009






E esta madrugada foi a célebre entrega dos Oscars.
Ainda consegui ver um pedaço em directo, mas não pude ver tudo... há muita coisa para fazer hoje e então convinha dormir um pouco. Esta diferença horária é que trama o pessoal. Acho que isto é mais um dos sinais que me dizem que devia morar em Los Angeles!

No post anterior fiz a minha previsão, e fico bastante contente em ver que acertei em tudo! Admito que este ano haviam certos pontos bastante garantidos, mas acho que alguns dos Oscars de ontem podiam ter causado bastante surpresa. Na minha opinião, acabaram por não causar surpresa nenhuma pois as estatuetas foram entregues a quem realmente as merecia.
A minha aposta menos segura era a de Penélope Cruz, e mesmo ela não facilitou!
Estão todos de parabéns, e Slumdog Millionaire é mesmo o filme do ano. Gostei...

Antes de terminar, tenho de deixar aqui a minha gargalhada por causa dos fantásticos críticos de cinema que temos em Portugal.
Vasco Baptista Marques, no jornal Expresso, deu nota preta a Slumdog Millionaire (nota miserável, portanto) dizendo que "consolida a pornografia da pobreza" e "que nos vende a miséria como um espectáculo de consumo rápido".
Luis Miguel Oliveira, no Público, falando sobre o realizador desse mesmo filme: "Danny Boyle não conseguiu sentir mais do que o cheiro a merda".
Só para dizer o quão bons são estes senhores no seu trabalho, Slumdog Millionaire foi um dos filmes com mais Oscars de sempre, 8, incluindo o de melhor filme e o de melhor realizador. Das duas uma... ou a Academia de Hollywood afinal não percebe nada de cinema, ou então este é mais um daqueles exemplos cómicos de que há pessoas no nosso país que se deviam manter caladinhas de vez em quando.

Para terminar, os meus parabéns a todos eles, em especial a esse grande Heath Ledger, que recebeu o seu tão merecido Oscar. Com certeza ele esteve lá para receber o seu prémio, nem que fosse pelo menos na recordação de todos os que assistiram à cerimónia.

A lista completa dos Oscars pode ser vista aqui


sábado, 21 de fevereiro de 2009

And the nominees are...


Amanhã vai ser noite de Oscars e por isso decidi deixar aqui a minha antevisão. Sou muito pouco entendido no que toca a cinema, portanto isto não será mais do que a minha opinião pessoal.









Este ano tenho a destacar estas 3 coisas: The Curious Case of Benjamin Button, Slumdog Millionaire e Joker

Os dois primeiros são, sem dúvida, os melhores filmes que vi nos últimos tempos. São os dois filmes que, quando acabaram, me deixaram uns minutos sentado na cadeira, a olhar para o ecrã, ainda a digerir tudo o que tinha visto, com um aperto dentro do peito, e que nas horas seguintes me fizeram reflectir no paralelismo entre a minha vida e as histórias acabadas de me serem contadas. São daqueles filmes que nos dão vontade de abanar a nossa realidade e de lhe alterar algo que estava errado, algo que nos travava e mantinha infelizes, mas que nunca antes tínhamos percebido.
O terceiro ponto - The Joker - é, longe de dúvidas, a melhor personagem cinematográfica que me lembro de ver faz bastante tempo. Foi, em grande parte, à custa dele que The Dark Knight é um dos Blu-Ray que está ali na minha estante, e que já me deu um gozo enorme de rever. O papel é profundamente sombrio mas muito envolvente, não sendo um simples homem de cara pintada e cicatrizes na boca. Os detalhes são mais que muitos e é dele a que me parece ser frase do ano: "Why so serious...?" . Heath Ledger conseguiu encarnar o Joker de tal forma que parecem ser entidades diferentes. É como se Joker não fosse Heath Ledger a representar mas sim algo que existe por si só. Foi uma perda enorme para o cinema a morte prematura de alguém que teria, com certeza, um Oscar na mão, amanhã à noite.


Entre Benjamin Button e Slumdog Millionaire não sei mesmo qual escolher... São histórias completamente diferentes mas cada uma com os seus tesouros a serem revelados durante todo o filme. Brad Pitt em grande e Bollywood a mostrar que afinal não anda a dormir.
As bandas sonoras destes dois filmes são fantásticas e estão perfeitamente encaixadas nas cenas correspondentes (aconselho vivamente, a quem ainda não tem, a arranjar rapidamente os cd's destas duas OST's).
No entanto tenho de salientar que o final do Slumdog é simplesmente genial! Não é propriamente aquele final imprevisível, mas penso que toda a cena contém uma magia que afecta todos os que a estão a ver, em que parece que o tempo pára durante o reencontro daqueles dois apaixonados (e sim, a rapariga é mesmo gira), havendo muita lágrima derramada em qualquer sala de cinema. A música é mesmo muito boa e não me parece ser possível arranjar outra que melhor transportasse a essência daquele momento, sendo ela própria grande parte da alma de toda a emoção que ali está estampada. Até dá arrepios...





E pronto, passo agora às minhas apostas sobre quem serão os vencedores das categorias principais (ainda não tive tempo para ver bem as outras categorias)

- Melhor Filme
Esta é uma escolha muito difícil, como atrás referido, mas acho que vai calhar a Slumdog Millionaire

- Melhor Actor Principal
Sean Penn não dará hipóteses, pois o seu papel em Milk é soberbo.

- Melhor Actriz Principal
Kate Winslet, com o seu The Reader, apesar de talvez ser melhor o seu papel em Revolutionary Road, mas como actriz secundária.

- Melhor Actor Secundário
Acho que nem preciso dizer nada... (Heath Ledger)

- Melhor Actriz Secundária
Por mim, de acordo com as nomeadas, ia direitinho para a Penélope Cruz. Um filme que junta esta senhora com a Scarlett Johansson, e ainda por cima as enrola num triângulo amoroso, merece alguma espécie de Oscar, nem que seja pela actriz secundária. (Chamem-me o que quiserem, mas só estou a ser sincero)

- Melhor Realizador
Será obviamente Danny Boyle. O David Fincher é capaz de dar alguma luta, mas neste prémio penso que o Slumdog Millionaire não irá facilitar.

Para terminar, deixo aquela que receberá o Oscar de melhor música. "O Saya" de Slumdog Millionaire.





quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

In this dream


Hoje acordei a ouvir isto.
Vou muito na onda de Daft Punk, e mesmo esta não sendo das minhas favoritas, esta letra hoje disse-me algo...

Last night I had a dream about you
In this dream I'm dancing 'long beside you
And it looked like everyone was havin' fun
The kind of feeling I've waited so long

Don't stop come a little closer
As we jam the rhythm gets stronger
There's nothing wrong with just a little little fun
We were dancing all night long

The time is right to put my arms around you
You're feeling right
You wrap your arms around too
But suddenly I feel the shining sun
Before I knew it this dream was all gone

Ooh I don't know what to do
About this dream and you
I wish this dream comes true

Ooh I don't know what to do
About this dream and you
We'll make this dream come true

Why don't you play the game?

Why don't you play the game?




segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Álbum de música


Está aqui retratado um álbum de música que representa todos os outros.
Todos nós já compramos pelo menos um cd de música que seja, portanto todos sabemos o quão verdade isto é.
E vendo este desenho, todos devem achar piada ao engraçado que é esta realidade.
No entanto, gosto de comprar cd's de música... bastantes até! MP3 é jeitoso, mas tê-los aqui na caixinha é tão mais saboroso...



Coraline



E graças ao Sr. Nuno Markl, ganhei um fantástico bilhete para a ante-estreia deste filme.
Vai ser terça-feira, no Dolce Vita Porto, e os óculos 3D estão incluídos.
Depois digo se valeu a pena...



domingo, 15 de fevereiro de 2009

Apanhem que é ladrão!!!


E como é tão bom ser-se congratulado desta forma, depois de se inventar algo que revolucionaria o mundo...



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sexta-Feira 13




Não me considero uma pessoa supersticiosa.
Passar debaixo de uma escada não me parece ter feito ficar mais pequeno, gatos pretos não são muito o meu estilo mas até dava boleia a algum, se ele estivesse de dedo esticado na borda da estrada, e partir um espelho só me assusta pelo facto do trabalhão que dá a limpar aquilo tudo...
E depois há esta bela coisa chamada sexta-feira 13!
Não sei porquê, mas parece que desde pequenos que nos ensinam que esses dias são marcados pelo azar e malvadez. É como nos fazerem acreditar no pai-natal e nunca chegarmos a descobrir a verdade, mesmo quando deixamos de ser crianças.

Há muitas teorias sobre a origem deste dia, e vou então resumir uma que acho piada.
Segundo a mitologia norueguesa, existia uma deusa chamada Frigga (relacionando-se com Friday) que era deusa da fertilidade e do amor. A certa altura do campeonato, as suas tribos devotas decidem bani-la para o topo de uma montanha e chamá-la de bruxa. A partir desse dia acreditava-se que todas as sextas-feira ela se juntava a outras 11 bruxas, mais o demónio (sendo então 13, ao todo) e espalhavam a doença e a desgraça para a semana vindoura.
Esta é uma de muitas das histórias que de alguma forma nos fazem achar que uma sexta-feira 13 é um dia de azar (ou de sorte, para alguns).

Eu não ligo a isso, até porque não me lembro de coisa nenhuma que me tenha acontecido numa sexta-feira 13, e já me aconteceram bastantes coisas más e nunca nesse dia, pelos vistos!
Mas pronto, desde então as pessoas têm medo deste dia e acham que tudo lhes correrá mal durante as suas 24 horas. 

E é então que entra a parte útil da superstição, e que é nada mais nada menos do que a simples frase: "Só podia... hoje é sexta-feira 13!"
Qualquer coisa de mal que aconteça é rapidamente justificada por esta poética frase, tirando o peso dos ombros a qualquer outro tipo de culpado. Hoje somos todos inocentes, porque se algo de errado se passa, a culpa é definitivamente deste raio deste dia - "porque tinha logo de ser hoje, mas garanto-vos que a culpa é do azar de sexta 13" - é isto que entoa em cada esquina durante as 24 horas de hoje.
Mas lembrem-se de que à meia-noite passamos para sábado 14, por isso não abusem muito porque a multa vai endereçada a vossa casa.

Hoje não estou com muita disposição nem grande imaginação para escrever, mas eu sei bem o porquê....! É porque hoje é Sexta-Feira 13!

Twitter


E pronto, rendi-me a esta coisa chamada Twitter. Para já ainda está na fase da brincadeira, a ver se isto é giro. Se não perder a piada, pode ser que continue a escrever coisas por lá também, com o username marcelobarbosa.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Escolha a sua...

Detesto quando as pessoas dizem: "Não gostas disso? Mas essa é a melhor parte!"
Afinal de contas há regras nos gostos e ninguém me contou? Se já se sabe quais são as melhores partes, porque perdemos tempo a provar as outras, em vez de ficarmos só com o que é bom?
Porque me dizem que "o bom é a parte de fora" se o que eu gosto é de comer a parte de dentro?
E se a noite à quinta-feira costuma ser boa, porque raio a melhor deveria ser à sexta? E se o filme da sala 15 foi bom, porque raio eu devia era ter visto o da sala 3?

Às vezes as pessoas esquecem-se que o gosto é personalizado, e cada um tem o seu. É como um B.I., mas sem a forma de cartão, em que o nosso número está algures arquivado dentro de nós, mas não lhe conseguimos ter acesso. No entanto, sempre que nos é pedido, lá vem ele sorrateiramente dar o ar da sua graça, mostrando mais um bocadinho do que somos e fazendo-nos entender o que nos sabe bem. E aí dizemos o que gostamos, e lá aparece alguém a ripostar - "Como?! Tu gostas disso?! Mas essa não é a melhor parte!" - Mas para mim é, olha que esta! Afinal de contas eu não posso escolher a minha melhor parte? Há uma espécie de melhor parte universal, é? Não me lembro de nenhum dia em que na escola a professora apontava para o quadro e dizia - "E é por isso, meninos, que esta é a melhor parte!" - Ou então no cardápio do restaurante a dizer - "Temos fillet mignon muito bom, mas vai ter de comer bacalhau, que isso é o melhor." - E toda a gente começava a apontar o dedo em forma de gozo a quem não quisesse a "tal" melhor parte.

Apetece-me mandar imprimir, numa t-shirt, a frase "não vá por aí... essa não é a melhor parte!". Aí as pessoas podiam ler, mas ninguém ia entender, e podia ser que percebessem que é estúpido quando se diz isso a alguém, e ficavam indecisas sobre por onde ir, até perceberem que lhes basta ir por onde lhes apetece, e que essa é no fundo a verdadeira melhor parte.
E podia escrever o livro "As melhores partes! - toda a verdade", e fundar uma religião, para que toda a gente seguisse a luz, e soubesse exactamente o que deve escolher! E aí, no meu primeiro sermão, com 1 milhão de pessoas a assistir ao vivo, mais do triplo pela internet, outras tantas pela televisão, pessoas a desmaiarem de emoção, e os pastorinhos de Fátima na fila da frente, a lutarem pelo melhor lugar com Barack Obama, e eu encheria o peito, e valentemente diria: "Meus irmãos...! Hoje estamos aqui reunidos porque queremos ir mais longe! E para isso precisamos da lei maior...!" (faria uma breve pausa, e os aplausos surgiriam) "A melhor parte é aquilo que cada um de vós prefere! É aquilo que cada um tem dentro de si, e quando algo é bom para nós, então essa é definitivamente a melhor parte"!
E toda a gente iria assobiar... e eu iria ser enxovalhado como já não há memória... e meus amigos não mais me falariam... Mas, eu sairia de lá feliz, pois nesse dia jantaria aquilo que gosto, escolhendo onde queria ir, vendo o filme que queria ver, lendo o livro que queria ler, e rindo das piadas que acho engraçadas, partilhando-as com as pessoas de quem gosto, sem que ninguém me dissesse - "Mas essas não são as melhores partes" - pois todos estariam a fazer aquilo que gostam, em vez de criticarem os gostos dos outros.

Aí sim, todos poderiam saborear o que lhes dá mais prazer, pois ninguém seria mais criticado, e cada um apenas escolheria aquilo que gosta, sem nunca mais escolher só porque "o pessoal disse que esta é que é a melhor parte". Cada um escolheria a sua parte, e essa seria definitivamente "A Melhor Parte".


Mas agora que olhei para as horas, fico-me por aqui... até porque para terminar um texto, esta é, sem dúvida, a melhor parte!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A crise segundo Einstein

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo.
A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.
A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura.
É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar «superado».
Quem atribui à crise os seus fracassos e penúrias, violenta o seu próprio talento e respeita mais os problemas do que às soluções.
A verdadeira crise, é a crise da incompetência.
O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis.
Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia.
Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um.
Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.
Em vez disso, trabalhemos duramente. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."


Toda a gente "chora" a crise, mas por vezes parece que a queremos ver-se resolver sozinha, de preferência sem termos de nos levantar do sofá - agora que o programa está a ser tão bom... - 

Por isso tirem este homem da cova e ponham-no a Presidente, pois ele é que a sabe toda!

Modern Man


Isto sim, é a descrição de um homem moderno :)


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009




Fala-se em aquecimento global e eu continuo é a morrer de frio!
(Já para não falar que o mundo se continua a desfazer em forma de chuva....)

What the F*ck?!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

The simple things...




"Vestimos os casacos. Lá fora estava frio. Fomos andando para aquecer, e começámos a falar sobre coisas triviais. A areia estava fria e húmida, por isso decidimos sentar-nos os dois numa rocha lisa que por ali havia. Ficámos calados durante bastante tempo a olhar o mar. Pensei no que lhe estaria a passar pela cabeça naquele momento.
- Estás a pensar em quê? - perguntei-lhe.
- Nada de especial...
Dito isto, levantou-se, pôs-se atrás de mim, levantou a minha cabeça e colocou-a no seu colo.
- Se não estivesses aqui, onde é que escolherias estar?
Pensei um pouco e respondi-lhe com um sorriso:
- Na cama!
- Ah! Ah! Obrigado pela parte que me toca - disse ela, num tom de voz sarcástico.
- Estou só a brincar contigo. E tu, onde é que gostarias de estar neste momento?
- Não trocava nenhum lugar por este. Nem nenhuma companhia por esta.
- Sinto-me lisonjeado com tal afirmação, só é pena que estejas a exagerar.
- Estou a falar a sério! Só quando estou contigo é que consigo esquecer tudo aquilo que me corre mal na vida, só tu me trazes a paz de que eu preciso.
Nesse momento, ela aproximou-se ligeiramente de mim, fechou os olhos e beijou-me."*


Porque existem momentos perfeitos demais para serem pensados, mas sim para serem sentidos!

Porque alguém especial consegue transformar uma paisagem banal numa poesia de trovador cantante...

Porque momentos simples são tão bons de viver e tão fáceis de recordar com saudade...

Porque essa saudade tem um amargo-doce, em que o nosso sorriso brilha quando pensamos no delicioso que foi, mas uma lágrima nos escorre a face quando queremos repetir tudo de novo...

Porque existem pessoas que com um tocar de lábios na cara nos conseguem beijar o coração...

Porque um agarrar de mãos pode ser tão forte que nem um furacão as consegue separar...

Porque um cruzar de olhar, num vazio de palavras, pode dizer tanta coisa...

Porque às vezes encontramos o nosso corpo, enquanto continuamos de espírito perdido...


Porque... 



*extraído de "Onde está o branco em ti?", de Ricardo Antunes

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009


E até que me escolheram um bom livro...

Agora essa parte do coro no trânsito, eu bem tento, mas o pessoal limita-se a apontar para mim no meio das gargalhadas que dão!

Um hoje de meu


Os dias não fazem distinção entre si. Todos começam com o nascer do Sol e acabam com o reinar da Lua. E, apesar de cada indivíduo ser uma pessoa única e de todos os dias serem iguais, nós conseguimos vivê-los de formas diferentes, vendo-os com olhos distintos e sentindo-os com intensidades adversas.


Porque há dias que são ditos "especiais" mas que passam por nós como um simples risco no calendário de parede, enquanto simples dias comuns são, por vezes, para nós, uma espécie de feriado pessoal que queremos recordar e celebrar daí em diante.

E o bom da vida é não conhecer o dia de amanhã, e ser sempre apanhado de surpresa, como os amigos que se fecham em casa às escuras, todos em silêncio à espera, enquanto rodamos a chave na porta, prontos para gritarem, pois é o nosso aniversário.


Mas o amanhã consegue chegar a hoje, e por vezes é escrito em linhas apagadas, e as palavras ficam tortas, e deitamo-nos na cama desejando nunca ter acordado, e ter passado do ontem para o novo amanhã, sem ter parado no hoje, que custou muito, e tentamos planear esse novo amanhã e sonhamos como ele poderia ser perfeito.


E o dia de hoje, 4 de Fevereiro, apesar de simples dia comum, foi para mim um amanhã planeado à muito tempo, mas que na minha história imaginária escrevi-o de forma bem diferente... Pensei que veria o que afinal não vi, que ouviria de outra forma do que ouvi, e que agarraria o que não tive. Porque é triste pensar que vamos ter um momento perfeito nas mãos, mas quando as abrimos vemos que afinal elas estão vazias, e que o dia que desejávamos viver, afinal foi apenas mais um dia como tantos outros, e que hoje vamos dormir, não a sorrir pela recordação do que vivemos mas sim a desejar que o hoje continuasse a ser um amanhã, um amanhã que não chegasse nunca, pois assim a sua história apenas existiria na nossa mente, e na minha mente o dia de hoje teria sido fantástico.



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Kids

Porque ser criança é o melhor da vida e eu tenho pena de já não ser uma (pelo menos não da cabeça para fora... mas isso já é outro assunto).


E estas 10 notas iniciais não me saíram da cabeça o dia todo!