
A vida é feita de altos e baixos, num balanço entre os sorrisos de alegria e as lágrimas de tristeza.
É um agridoce cheio de surpresas e emoções, onde um feliz e um triste são uma mesma pessoa que simplesmente acordou em dias diferentes.
Ninguém é completamente feliz, mas também não pode haver quem simplesmente seja triste!
Todos temos um pouquinho de cada, e apesar de querermos lutar pela nossa felicidade, à algo em que a tristeza é mais eficaz...
Nós nunca estamos felizes quando algo acontece, só nos sentimos felizes porque algo aconteceu, e portanto, já passou. Gostamos de relembrar o quanto foi bom ter alguém perto de nós, ou o gozo enorme que tivemos em fazer alguma coisa, e obviamente que nos sentimos bem no momento, mas tomar consciência da felicidade propriamente dita , isso só acontece mais tarde. Sorrimos porque foi algo bom, mas só sabemos o quão bom realmente foi no futuro, e não no momento em que acontece. Senão, reparem que só percebemos quais foram os melhores momentos da nossa vida quando pensamos neles mais tarde. Foram momentos óptimos de viver, mas na hora nunca percebemos o especial que eles realmente são. Então a nossa felicidade acaba por ter delay... O que nos faz feliz acontece agora, e é bom de sentir, mas só percebemos o quanto nos faz feliz mais tarde, quando revemos o que se passou.
E é aqui que entra a implacável eficácia da tristeza. A tristeza não espera por ninguém! Coisas más doem-nos na hora e sem que possamos tentar-nos desviar um bocadinho que seja. Essas não esperam por futuro nenhum e "toma lá mais esta que já se faz tarde".
Achamos que está tudo bem, e de repente, vindo do nada, depressão e agonia entram ao serviço sem sabermos bem como, e isso dói-nos na horinha, sem ser preciso olhar para trás coisa nenhuma.
Mas então aí ficamos confusos, porque se não nos dói nada é porque não estamos mal, mas também não sabemos se isto é bom porque felizes só somos depois de isto passar.
Não me sinto feliz nem sei se algo me dói. Infeliz não sou, mas não me parece que vá acordar feliz amanhã! Acho que me perdi... Para onde é que íamos mesmo?

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