segunda-feira, 6 de abril de 2009

Num balanço sereno...


Domingo de tarde... A vontade de fazer alguma coisa era proporcional ao movimento do ponteiro do meu relógio, mas este parecia abrandar a cada segundo que passava.
Deitei-me na rede de pano pendurada na pérgula, estendendo-me no seu balanço natural e acomodando o meu corpo à sua curva uniforme.
A brisa estava fresca mas o Sol era morno e confortante. Ao bater na rede criava aquele calor saboroso que nos embala na molenguice e faz os olhos fecharem automaticamente sem sequer nos apercebermos. Dois raios de Sol passavam entre as árvores e entravam em harmonia com um casal de melros - bico amarelo e corpo preto - que parecem viver aqui todas as primaveras.
Tinha os phones postos e o iPod parou na Norah Jones. Já fazia muito tempo que não a ouvia, e descobri o quão relaxado consigo ficar com a sua música.
Juntando tudo isto, resultou num esvaziar de mente fantástico onde eu parecia fazer parte de um cenário maior do que eu, em que tudo fazia sentido e todos os meus problemas tinham resposta... não porque as tinha encontrado mas simplesmente porque a minha cabeça tinha deixado tudo de mau fugir, como uma gaiola aberta que dá liberdade ao seu pássaro.
Só consegui sorrir e deixar-me levar!

Foi a melhor meia hora de sono dos últimos tempos...

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