O seu nome é João e o dela é Teresa. Odiavam-se tanto que se amavam! Ela talvez não... ele sim, e bastante!
Era um amor louco de paixão e sofrimento, onde se maltratavam e destruíam mutuamente, mas a sua maior tortura era o tempo que passavam separados.
Ele não a suportava, no entanto, ela era a razão da sua vida!
"Foste a pior coisa que me aconteceu e sem ti não sei viver" era algo que lhe saía do coração por várias vezes.
Teresa morre, e passados 20 anos, João ainda sofre de amores por ela. Sofre pelo ódio sentido por tanto mal que ela lhe fez e porque ela era o amor da sua vida, a sua musa. Este duelo de amor-ódio destrói-o de tal forma que sua alma parece desfazer-se...
Aparece então Bernardo, melhor amigo de João, médico de profissão.
Afinal Teresa não morreu... apenas fingiu a sua morte, com a ajuda de Bernardo, e casaram-se às escondidas, enquanto João vivia nas amarguras do amor que pensava ter morrido.
Muita coisa fica por contar, mas 20 anos depois João e Teresa reencontram-se e tornam-se amantes! Dois dias depois, Bernardo apanha-os na cama, e de arma apontada ao casal de pombinhos, diz-lhe João com ironia:
"Ai desculpa lá, se desde anteontem ando a comer a minha namorada que tu tens estado a foder até aos fundilhos há mais de vinte anos! Desculpa se por acaso te esporrei a esposa.
Queres que ta mande limpar a seco ou o quê?"*
Isto é um resumo, por palavras minhas, de um livro que tinha à bastante tempo na prateleira mas que nunca tinha chegado a ler. A justificação deste post sobre o dito livro é da inteira responsabilidade da última frase neste trecho de texto que transcrevi para aqui. Talvez o impacto seja maior quando estamos a ler o livro, mas eu delirei ao ler isto... Que genial!
*retirado de O Amor É Fodido, de Miguel Esteves Cardoso

belo resumo de uma obra fodida de mistura de amor/ódio.
ResponderEliminartal como tu a leitura é absorvente, e talvez por vezes difícil de explicar o que sentimos por vezes na sua leitura.
obrigado pela sugestão!